Ela

– Eu sei o que é o prazer. É adorar alguém.

– Isso é com certeza, melhor do que ser adorado. Ser adorado é uma amolação. As mulheres nos tratam da mesma maneira com que a humanidade trata seus deuses. Elas nos veneram e nos estão sempre importunando para que façamos algo para elas.

– (…) o que quer que nos peçam, já nos deram antes. Elas criam o amor em nossas índoles. Têm todo o direito de exigi-lo de volta.

– Uma grande verdade!

– Nada é uma grande verdade.

– Essa é. Você tem que admitir que as mulheres dão aos homens o ouro de suas vidas.

– É possível. Mas, invariavelmente, exigem-no de volta numa troca nada compensadora. É essa a preocupação. As mulheres, como colocou, certa feita, um francês espirituoso, nos inspiram o desejo de criar obras-primas e nos impedem, sempre de desenvolvê-las.

Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde


Fincher consertou o estrago de seu final Unimed de Benjamin Button com um belo arco drámatico entre a ponte do primeiro e último plano de Rede Social – as coisas são sempre mais complexas do que parecem, mas no fundo essa mesma complexidade pode ser de uma simplicidade assustadora. Tudo se resume a ela, Erica, a fundadora do Facebook que jamais entrará na justiça reclamando autoria de coisa alguma.


 


2 respostas para “Ela

  • Sérgio

    Em grande parte das criações, há uma centelha feminina como musa inspiradora, para o bem e para o mal. Mas não creio que a criação do Facebook tenha uma explicação tão fácil assim. De fato, não foi o que ocorreu. Até!

    • Fabian Cantieri

      Pode me chamar de romântico… hehehe

      Mas na verdade, essa não é uma explicação pro Facebook. A coisa vai mais fundo que isso e o filme fala sobre essa lógica profunda e, ao mesmo tempo, simples. Você pode ver pelo lado empreendedor da coisa, mas no fundo isso importa, de fato (como vc gostou de afirmar)? Não é um manual sobre como ser um bilionário ainda jovem, mas, entre outras coisas, um belo retrato de personagens. Cada um com suas nuances, sem vilanias, nem heroísmos… (não existe malvadeza, nem por parte do Diabo Zuckerberg que veste pijamas ao invés de Prada, nem mesmo Sean Timberlake Parker, existe recursos da vida – ética é um dos pontos complexos que eu falava…) discordando de muita gente, acabo vendo seres humanos ali.

      Esse post era só pra instigar uma centelha… queria levantar essa beleza que Hollywood faz como poucos. Daqui a pouco sai mais texto dos ladrões pormenorizando o filme.

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